
Os ciganos têm um milênio de história, porém há quem diga que existem há
mais de quatro mil anos. Heródoto, historiador grego (484-420 a.C.) falava
dos ciganos, e os colocava como habitando às margens do rio Danúbio.
Pois ciganos não são uniformes, eles se subdividem em muitos subgrupos que
apresentam diferenças entre eles. São estes os principais: Rom, sinto e
calom, que são compostos por kalderash, matchuaia, horahanê, lovara e
outros. Portanto um grupo pode ou não apresentar todos costumes ou
apresentar diferenças. Entretanto, todos são ciganos e se entendem muito
fácil.
De onde vêm os filhos-do-vento?
Eles se movem como o sol e a lua. São nômades. Ou, antes, são como as ondas.
Estão em toda parte. Chegam e partem rápido. Parecem o vento. Num momento
estão aqui. No outro, sumiram. Numa lufada, deixam traços indeléveis de sua
passagem no eco de sua música, no relinchar de seus cavalos, no sorriso
alegre de suas mulheres. Não, não são vento. São os filhos-do-vento!
O texto acima faz parte de um poema escrito na Pérsia, 200 a 400 anos antes
de Cristo. Um povo é chamado de Filhos do Vento e a ele se refere autor
anônimo como “o povo que veio do rio”, numa alusão ao rio Sind, no norte da
Índia, na região de Gujarat.

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